Os deputados da base de governo tentaram realizar na manhã desta terça-feira (12), um evento para fazer uma média com os servidores de saúde no plenário da Aleac, mas o evento saiu do controle e os profissionais apresentaram diversas reclamações diárias dos pacientes da Rede Pública.
O deputado Raimundinho da Saúde (PTN) ainda tentou evitar que os enfermeiros e técnicos em enfermagem se alongassem nas denúncias. Ele pediu que o evento fosse breve, já que ele teria que viajar para Brasília. O apelo de Raimundinho, que se colocou como o “pai do movimento” não sensibilizaou os profissionais que expuseram uma série de problemas.
Segundo os servidores da saúde, faltam equipamentos, pessoal e estrutura nos hospitais públicos do Estado. Eles reivindicam ainda que os contratos de servidores provisórios não sejam renovados e os aprovados nos concurso de 2013 e 2014 sejam convocados para preencher o déficit no quadro de servidores que estaria em mais de 40%.
O presidente do Coren-Acre, José Adailton Cruz, revelou também a precariedade dos serviços na maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco. “Nunca vi uma situação tão complicada quando a que estava na maternidade. Já melhorou um pouco, mas alguns problemas permanecem. Os servidores estão amedrontados. Eles não têm o suporte suficiente para atender os pacientes”. Adailton Cruz destaca que não há espaço suficiente na maternidade da capital.
Os aprovados nos concursos da saúde também denunciam a morosidade na convocação. A presidente da comissão dos candidatos aprovados, Polyana Maciel, disse que “é público e notório o déficit na área de saúde. Enquanto centenas de nomeações são efetivadas diariamente, os concursados da saúde esperam desde 2013, uma convocação”. Ela assegura que passou em primeiro lugar no concurso, mas ainda não foi convocada pela Sesacre.
“Nenhum efetivo do concurso de 2014 foi chamado. Em alguns casos, os concursados de 2013, aprovados em primeiro lugar em suas área ainda esperam o chamado. Em outras áreas o número de convocados ultrapassou as vagas oferecidas pelo edital do concurso. As convocações não levam em conta o princípio da proporcionalidade”, disse Polyana Maciel, ao questionar os critérios usados pelos gestores da área de saúda para preencher as vagas.
Os deputados governistas parecem que não assimilaram as denúncias. Eles usaram o velho discurso dos ratos que roíam os pés dos pacientes no Pronto Socorro de Rio Branco, para justificar que apesar da atual precariedade, os “avanços são grandes”. O deputado Raimundinho da Saúde informou que até sexta-feira, acontecerá uma nova convocação de novos servidores para ocuparem vagas nas unidades de saúde do Estado.