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A violência no Acre é gerada pela falta de perspectivas aos jovens

Nelson Liano Jr. by Nelson Liano Jr.
19/01/2017
in Coluna do Nelson, Notícias, Política
0
Jonas Lima e Gehlen Diniz debatem sobre o caos político do país

A simples atuação dos aparelhos policiais não irão solucionar essa crise de matança que tem acontecido no Acre, principalmente, em Rio Branco. Podem diminuir os sintomas da doença, mas não irão curá-la. A solução requer um trabalho mais profundo de todas as forças sociais e políticas do Estado. A base de tudo é a educação. Apesar das novas oportunidades que surgiram nos mais recentes anos para a juventude acreana ainda assim não foi suficiente. Como uma criança criada num lar desagregado, com os pais em dificuldades materiais e num ambiente hostil poderão ter tranquilidade para estudar e mudar o seu destino? É preciso que se faça um trabalho de identificação dos problemas mais agudos nas comunidades marginalizadas. Não adianta juntar todos num só lugar e dar casa. É preciso educar de verdade e isso inclui alunos, pais, lideranças. Se não for assim, os nossos jovens continuarão a ser presas fáceis ao tráfico de drogas. As nossas autoridades precisam refletir desde uma perspectiva para um futuro pacífico sem nenhum tipo de preconceito. “Bandido bom é bandido morto” é a senha para o aumento da violência e não para a sua solução. Se não houver uma ação consequente a tendência é essa situação piorar e atingir níveis maiores que os atuais. Ou alguém acredita que essas pessoas armadas das facções se limitarão a guerra entre eles? Portanto, o problema é de toda a sociedade e não só do partido A ou B. Quem ficar apontando o dedo na cara do outro estará perdendo tempo. A crise poderá diminuir, mas certamente voltará enquanto a verdadeira causa não for combatida.

Oportunidade
A UFAC, IFAC, os cursos profissionalizantes, as bolsas de estudos em universidade privadas ainda não bastaram para atender a demanda. No atual quadro social muitos jovens se perdem logo depois do ensino básico. Procuram o caminho aparentemente mais fácil. Sempre haverá um posto para quem quer participar do tráfico de drogas, mas nem sempre há para quem busca um trabalho de verdade.

Exploração
Tampouco adianta gerar vagas de trabalho que sejam de exploração de mão de obra barata. Esse oportunismo político não tem resultado. Tanto que chegamos a esse ponto. Quase 40 assassinatos em menos de um mês. Isso não é uma brincadeira. Todas as luzes vermelhas devem se acender. O assunto deve ser debatido pela sociedade e seus representantes sem o ranço da política partidária. Ninguém ganha com essa violência porque todos estão em perigo.

Palavra viva
A ALEAC no retorno das suas atividades parlamentares deveria convocar uma audiência pública com diversos atores sociais sobre a violência. O atual Governo do Estado se preparar para ouvir e tomar as medidas com mais planejamento e consequência. Não adianta pirotecnismo enquanto jovens estão morrendo e famílias sofrendo. As ações devem envolver toda a sociedade.

Sopro divino
Os setores espiritualistas e religiosos também deveriam se mobilizar de maneira ecumênica. As ações necessárias não são apenas nos presídios e fronteiras, mas também nas comunidades. É preciso conversar com as pessoas, captar o sentimento de “falta” e “carência” que permeia as famílias no meio dessa crise que o Brasil atravessa.

O “nó” da política
No Acre se faz política imediatista. Querem o poder ou manter-se nele, não importando o preço. Assim cada um puxa a sardinha para o seu lado e as questões relevantes que afetam toda a sociedade vão ficando de lado. Poucas vezes reuniões em partidos são para se debater uma linha de ação para mudar a realidade social. A bobagem ideológica vazia acaba dominando as conversas. Quase sempre esses encontros partidários restringem-se a indicar o nome de candidatos a um ou outro cargo. Uma corrida de egos e vaidades que não resultam nada a quem deveria ser o objeto verdadeiro da política, a população.

Calcanhar de Aquiles
O entendimento do papel de cada um na sociedade só é possível com a melhoria das condições sociais para todos. E não adianta falar que o cobertor é curto. Realmente não dá para todos porque muitos que teriam que desempenhar o papel de gestores sociais se tornam gestores pessoais e familiares. Sacam bem mais do que deviam para usufruir pessoalmente. Acumulam riquezas enquanto a miséria campeia nas cidades e zonas rurais do Estado. O interessante é que esses que acumulam indevidamente poderão ser também vitimas da violência que geraram por falta de investimentos adequados.

Cultura de paz e não-violência
É preciso transformar os falsos valores predominantes. Despertar uma visão mais de compartilhamento e da responsabilidade de gerar o bem estar social. Isso requer o desapego do egoísmo. O poder é só um instrumento para ajudar o próximo e não para conseguir riquezas. A cultura de paz e não violência vai surgir quando se abrir os canais de diálogo entre todos os setores da sociedade. Pode parecer utopia, mas se houver um empenho maior principalmente dos nossos representantes políticos isso será possível de acontecer. E a chave é ouvir os anseios das pessoas e gerar prosperidade para todos.

Caos
Se não forem tomadas medidas urgentes para curar a causa de toda essa violência chegaremos ao caos social e ao medo constante. Não adianta tratar apenas os sintomas porque a doença voltará cada vez com mais força.

União, nunca é demais
É preciso que os partidos políticos, deputados, vereadores, senadores, governador, prefeitos conversem sobre esse flagelo da violência. Chamem representantes das universidades, sindicatos, lideranças comunitárias, religiosos e abram um canal de diálogo para encontrarem uma solução ou uma linha de ação para chegar a ela. Na minha opinião, essa é uma das crises mais serias que já presenciei no Acre. Não dá para “ir levando”. É preciso tomar medidas urgentes e consequentes com um viés muito mais social do que político. Espero que aqueles que se odeiam entre si entendam o perigo do momento e se unam em prol da superação dessa crise de violência e criminalidade que assola os acreanos.

 

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