Luciano Tavares – da redação de ac24horas
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Em entrevista ao programa Gente em Debate da rádio Difusora, na manhã desta quinta-feira, o superintendente do Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa Rio Branco), Felismar Mesquita, classificou como um ato irresponsável e incoerente a greve do Saerb.

Felismar estranha que a paralisação ocorra num momento em que a direção da autarquia dialoga com a categoria sobre suas reivindicações de melhorias salariais.

“A gente ainda está um pouco sem entender qual o motivo dessa paralisação. A gente sabe que a greve é o ato previsto para abrir uma renegociação, mas é até uma irresponsabilidade, uma incoerência de quem está à frente do movimento, porque tanto o prefeito como o governador tem suas equipes em negociação constante com o sindicato. A gente ta sem entender. Esse é um ato radical e contra a população de Rio Branco, porque está ameaçando a paralisação do abastecimento de água. É claro que isso não vai acontecer de forma alguma”, disse Felismar.

Ainda segundo Mesquita, os servidores do Saerb são os mais bem remunerados do Município.  Ele citou exemplo. “Um agente administrativo do Saerb com 14 anos de casa ganha R$ 1,4 mil. Um agente administrativo do Estado com quase 30 anos ganha R$ 980. Para você a diferença de salários”.

Enquanto Felismar garante que governo e prefeitura mantêm diálogo contínuo com a categoria, a direção do Sindicato dos Urbanitários reclama que há dois anos busca, sem sucesso, negociar o Plano de Carreira Cargos e Remuneração (PCCR) e a reposição de perdas salariais da categoria.

Outra reivindicação da classe é a de melhoria nas condições de trabalho nas estações de tratamento e no serviço de rua.

A previsão é de que o já precário serviço de distribuição prejudique 70% da população da capital.