A vereadora Eliane Sinhasique (PMDB) questionou, na sessão da Câmara desta quinta-feira (4), a qualidade e a legalidade dos dois ônibus articulados que entraram em operação no sistema de transporte coletivo de Rio Branco. De acordo com a parlamentar, há informação de que os ônibus foram fabricados em 2001, o que fere o contrato de concessão, já não podendo mais integrar o sistema.

Sinhasique apresentou requerimento à mesa diretora da Câmara para que solicite à Superintendência de Trânsito de Rio Branco (RBTrans) a documentação dos dois ônibus articulados. Ela lembrou que os ônibus têm placas de Feira de Santana (BA) e disse que a população de Rio Branco não pode aceitar ser servida por veículos velhos que já foram tirados de circulação em outro Estado.

“É inadmissível que aceitemos o descumprimento do contrato colocando nas ruas de Rio Branco dois ônibus articulados com data de fabricação de 2001. É perigoso, pois temos dados que apontam que ônibus velhos, como esses que estão em teste, com a mesma data de fabricação, cai porta, cai roda, colocando em risco a nossa população.”

Número de estudantes

Sinhasique apresentou ainda, nesta quinta-feira, um requerimento para que a Câmara solicite da RBTrans que informe o número de cartões de vale transporte estudantil expedidos pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Sindicol). Ela disse que só com esta informação se poderá saber o número de estudantes beneficiados com a redução do preço da tarifa e de quanto será a permuta da prefeitura com as empresas que devem cerca de R$ 6,4 milhões à prefeitura em Imposto Sobre Serviços (ISS).

Ônibus para o Dom Bosco

Durante seu discurso, a vereadora também denunciou que os ônibus que fazem a linha Mocinha Magalhães passam apenas três vezes por dia no Centro de Reabilitação Dom Bosco, no bairro Jardim Primavera, o que não atende a necessidade de pais e alunos especiais. A destinação do ônibus para o local foi uma indicação da parlamentar, em fevereiro, mas a prefeitura atendeu apenas em parte.