O senador Jorge Viana (PT), vice-presidente do Senado, usou as redes sociais na manhã de hoje (6), para negar que tenha mantido contato com o desembargador Pedro Ranzi sobre a Operação G7. Nesta quarta-feira, a desembargadora Denise Bonfim revelou que recebeu um documento da Polícia Federal informando sobre ma conversa entre o parlamentar e o desembargador durante um voo entre Brasília e Rio Branco, no dia 17 de maio.
Jorge Viana disse que ficou “estarrecido” com a informação e classificou o relatório da PF como mentiroso e irresponsável. “Sobre o irresponsável e mentiroso relatório do Delegado Maurício Moscardi, apresentado na sessão do Tribunal de Justiça do Acre de ontem, e sobre o suposto encontro que tive com o Desembargador Pedro Ranzi no voo de Brasília para Rio Branco, devo dizer que fiquei estarrecido ao saber que a Polícia Federal monitorou a viagem que fiz de Brasília ao Acre no dia 17 de maio e que transformou em relatório um encontro casual que tive com o Desembargador Pedro Ranzi e sua esposa no ônibus que transportava os passageiros do terminal ao avião”, afirma.
O senador também negou que Pedro Ranzi tenha sentado ao seu lado no avião, e disse que o contato com o desembargador foi apenas cordial e que em momento algum tratou sobre a Operação G7. “(…)
nem nesse dia e nem em qualquer outro até hoje, mantive qualquer contato com o Desembargador Pedro Ranzi, seja por telefone ou pessoalmente”. E acrescentou: “Não é crime cumprimentar ou conversar com pessoas neste país. É crime investigar pessoas sem motivação”.
Viana afirmou ainda que as “ações feitas por membros da Polícia Federal do Acre estão à margem da Constituição e das leis”, e voltou a defender as 15 pessoas acusadas de desvio de recursos públicos através de fraudes em licitação. “A própria Operação G7 está cheia de ilegalidades e atinge pessoas inocentes. Estou pedindo explicações e providências às autoridades competentes, com a urgência que o assunto requer, e tomarei as medidas necessárias para me defender dessa ação criminosa praticada por quem deveria ser exemplo no cumprimento das leis”, finalizou.