Gleydison Meireles – da redação de ac24horas
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Em menos de 6h após a coletiva realizada por gestores da Secretaria de Saúde para falar sobre o principio de incêndio acontecido na central de distribuição de oxigênio da Maternidade Barbara Heliodora de Rio Branco, na noite de quarta-feira (7), e que gerou a transferência de 25 pacientes para outras unidades hospitalares, a reportagem de ac24horas recebeu a informação de que quatro mortes de crianças ocorreram entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira (8).

De acordo com o que foi apurado pela reportagem, apenas dois óbitos podem ter ligação direta com o incidente da noite de quarta. Mas esta possibilidade é não é reconhecida pelas autoridades da saúde do Acre. “Foi registrado uma morte, mas que não tem nenhuma relação com o fato ocorrido na noite de ontem, quando houve um principio de incêndio na central de distribuição de oxigêniodo hospital”, disse o assessor de imprensa da Secretaria de Saúde, Diego Tenuti.

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Servidores da Maternidade Barbara Heliodora e Pronto Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) confirmaram os óbitos somente depois da garantia de que teriam suas identidades resguardadas. Mas eles também não confirmam se os óbitos têm relação com o incêndio.

Na maternidade, um profissional da área de enfermagem disse que a criança que morreu no hospital tinha poucas horas de vida e nem chegou a ser transferida do local.

“Era uma criança que nasceu com problemas de saúde e precisava respirar com auxilio de aparelhos, como tivemos problemas no fornecimento de oxigênio o quadro piorou e na madrugada a criança veio a óbito”, revelou.

Já no Pronto Socorro, uma criança de seis meses de idade e que apresentava quadro clinico de problemas cardíacos, não resistiu e morreu na unidade de saúde. A criança estava em um dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seu óbito foi registrado por volta das 9h  desta quinta-feira.

A reportagem tentou localizar familiares das duas vítimas para falar sobre o caso, mas não conseguiu nenhuma informação sobre endereço ou telefone de contato nas unidades de saúde.

Por meio de contato telefônico a reportagem conversou o assessor da Secretaria de Saúde, Diego Tenuti. Ele informou que “uma criança deu entrada na unidade hospitalar apresentando um caso grave de Cardiopatia Congênita e Cianose – também conhecida como “bebê azul – e mesmo recebendo o tratamento adequado o quadro clínico do paciente não evoluiu e na manhã de hoje se agravou ainda mais e veio a óbito.

O assessor disse ainda que os bebês transferidos estavam sob os cuidados da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) Neonatais e saudáveis.