Os colaboradores do Instituto Dom Moacyr (IDM), em Rio Branco (AC), estariam desde o ano passado, sem receber pelos serviços executados ao órgão. Servidores provisórios os órgão afirmam que o último pagamento teria sido feito em novembro, desde quando as remunerações não são pagas aos trabalhadores. Alguns atrasos podem chegar a seis meses.

Outra denúncia envolvendo o órgão dá conta que o Instituto poderia estar beneficiando alguns profissionais, ilicitamente. Os favorecidos seriam “apadrinhados”, dos gestores do órgão. O IDM negou todas as denúncias e disse que somente existem atrasos de dois meses, o que, nesta segunda-feira, dia 04 de abril, já está sendo quitado.

Um dos colaboradores do órgão, que pediu para ter o nome resguardado, temendo retaliações, revelou que os funcionários chegam inclusive a ajudar na gasolina dos veículos oficiais. Ele denuncia ainda que apenas algumas pessoas são escolhidas para receber o pagamento mensal. “Somos orientados a não reclamar, pois corremos o risco de perder o contrato”, alega.

Sobre as possíveis manobras fraudulentas, o colaborador explicou que existem pessoas com contrato de 40 horas. Essas, contudo, já não poderiam mais ter contrato, visto que já recebem a bolsa do governo, porém, casos como estes ainda seriam realidade.

“Ainda há pessoas apadrinhadas com contrato para desempenhar determinada função, não podendo ter outro contrato, mas colocam pessoas para concorrer a um determinado edital que foi feito específico para aquela pessoa e, essa pessoa, assina o contrato colocando a pessoa apadrinhada para dar aula em seu lugar sabendo que essa pessoa já tem contrato e não pode dar aula”, tenta explicar.

Com contas a pagar, os colaboradores querem saber a previsão dos pagamentos, mas a Administração não estaria dando satisfação. Em resposta ao portal, o IDM afirmou que existem limites de horas, estabelecido em Edital de Processo Seletivo, o que não é ultrapassado em nenhuma condição. Além disso, esclareceu Instituto, todos os contratos são controlados à medida da lei.