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O feijão e o arroz foram os vilões da cesta básica em junho, na cidade de Rio Branco (AC), segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nesta quarta-feira (6).
Os produtos foram os principais responsáveis pelo aumento total da cesta básica na capital que chegou a R$ R$ 358,88. O feijão tipo carioquinha teve variação de 63,78% e o arroz 9,94%.

De acordo com a pesquisa, o aumento no valor do feijão foi consequência do clima que influenciou na qualidade do grão fazendo o preço subir desde o início do ano em quase todas as capitais. Em junho, os aumentos foram maiores e o Brasil passou a importar feijão na tentativa de suprir a demanda. Quase nenhum outro país produz feijão carioquinha. A previsão é a oferta ser normalizada agora em julho.

Já a alta no preço do arroz foi decorrente da baixa oferta ocasionada pela redução da produção, retenção dos estoques por parte dos orizicultores -com o objetivo de elevar o preço -, e pela demanda firme das indústrias produtoras de arroz.

Dos treze itens pesquisados, apenas a farinha teve a menor variação, com 0,33%, todos os outros itens sofreram reajuste: açúcar (4,6%), óleo de soja (3,13%), leite integral (2,84%), manteiga (2,34%), tomate (1,43%), banana (1,13%), pão francês (1,08%), carne bovina de primeira (0,86%), café em pó (0,72%). A variação da bata não foi informada.

Apesar do crescimento, a cesta básica de Rio Branco foi considerada a segunda mais barata do país. O aumento em relação a maio foi de 7,03% e no primeiro semestre, a alta acumulada foi de 15,41%.

O trabalhador rio-branquense, cuja remuneração equivale ao salário mínimo, necessitou cumprir jornada de trabalho, em junho, de 89 horas 43 minutos. O custo da cesta em Rio Branco comprometeu 44,33% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários).