As últimas pesquisas de intenção de voto apontam para a possibilidade de o PT vencer no primeiro turno as eleições na capital.

E não tem sido surpresa pra ninguém que o atual prefeito, Marcus Viana, tenha se desvencilhado da imagem desgastada do partido e figure entre as futuras promessas da sigla.

Ao adquirir personalidade própria e ter focado sua atuação na administração municipal, tendo deixado aos companheiros as picuinhas políticas do dia a dia, Marcus pavimentou o caminho até a reeleição.

Enquanto isso, a oposição patinava em questões mal resolvidas nos municípios do interior, que acabaram por influenciar nas alianças firmadas na capital.

O PSDB, ao abraçar a candidatura de Raimundo Vaz (PR), mostrou que estava apostando todas as suas fichas na possibilidade de eleger Henrique Afonso em Cruzeiro do Sul. E o PMDB, ao rejeitar Marcio Bittar de vice de Eliane Sinhasique, deu um passo bem maior que as pernas.

Ao contrário do que esperavam os peemedebistas, Sinhasique não teve um crescimento vertiginoso, e tudo indica que isso está longe de acontecer a menos de 30 dias da votação.

Junto com o PP do senador Gladson Cameli, o PMDB firmou-se na crença de que sua candidata tinha o respaldo necessário para chegar ao segundo turno e, quem sabe, vencer o pleito.

Esse cálculo implicou no desprezo a Tião Bocalom – antes também desprezado pelos tucanos. Resulta disso que, com Bocalom fora da disputa, temos que necessariamente voltar à possibilidade real de que o PT vença ainda no primeiro turno.

Essa perspectiva deve ser avaliada também por outro ângulo – o dos que defendiam a renovação dos quadros oposicionistas como condição essencial à vitória. Ledo engano, pelo menos até o momento, e segundo as pesquisas de opinião.

Estivesse Bocalom na corrida pela prefeitura da capital, o segundo turno estaria garantido. Sem um nome de peso, resta aos peemedebistas trabalharem dobrado pra que isso aconteça.

Pelo jeito, a oposição acriana não aprendeu com os próprios erros ao longo de quase duas décadas. E um deles foi achar que o PT, uma vez enfraquecido por graves denúncias de corrupção no plano nacional, poderia ser batido por qualquer um.

Que esta lição sirva para 2018. Nunca é tarde para recomeçar.