O deputado Nelson Sales (PV) pediu na manhã desta quinta-feira (2), que o uso “Guardião”, aparelho de interceptação telefônica da Polícia Civil, para escutar o que ele classifica como “fuxicos políticos dos adversários do PT”. Sales criticou “a nossa insegurança. É insegurança mesmo. Quando a gente olha a imprensa anunciar 44 assassinatos em um mês, é essa sensação que nós temos”, destaca.
Segundo Sales, “Em sena, a cada três dias tem um assalto à mão armada. Em Manoel Urbano, uma garota de 15 anos foi executada. Hoje, em Rio Branco, mais dois assassinatos. E aí, o mais chato, eu vi um colunista escrever sobre o “Guardião”. Segundo o colunista, um militar disse que este Guardião não era para investigar bandido, mas que era mais utilizado para ouvir os adversários do PT. Minhas criticas não são direcionadas aos policiais, eles trabalham”, enfatiza.
Para o parlamentar, “a política de segurança do Estado é que não existe. Este comentário do colunista sobre o Guardião precisa ser investigado pela comissão de segurança da Casa. Não dá para pegar um aparelho tão importante para ficar ouvindo fuxico político, enquanto os caras estão presos e comandando as ações fora dos presídios de seus celulares sem ninguém os incomodar. Não dá para aceitar um criminoso ficar com celular comando o crime de dentro do presídio”.
Nelson Sales volta a afirmar que “a política de segurança tem que ser para todos, inclusive para os bandidos. Em seis bairros na periferia de Sena, todas as noites tem tiroteio. Nestes locais, à noite a polícia não pode entrar. Estão vendendo drogas dentro das escolas em Sena Madureira. As secretárias direcionadas a juventude precisam ser mais atuantes. A gente combate o crime com educação”, finaliza.