Marcelo Penteado Duarte (39) foi conduzido à Delegacia de Flagrantes nesta segunda-feira, 05, depois de ser denunciado por oferecer consultas médicas e cirurgias plásticas sem o registro do CRM. Ele é tido pelo Conselho Regional de Medicina como falso cirurgião plástico e foi detido pela polícia com a ajuda do CRM enquanto fazia uma consulta particular em uma unidade de Saúde do Município de Rio Branco, localizada no 2º Distrito da capital.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que o acusado disse, em depoimento na delegacia, que fazia somente agendamento e consulta prévia, mas que efetivamente realizava cirurgias no país vizinho Bolívia. De acordo com delegado Rodrigo Noll, ele será indiciado pelo crime de exercício ilegal da profissão.

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Por telefone, Marcelo Duarte afirmou ao Ac24horas que apenas presta “assessoria de turismo estético na Bolívia”. O denunciado também diz que não exerce a profissão de médico no Brasil.

“Presto assessoria de turismo estético na Bolívia. Lá (na Bolívia) eu sou médico. Aqui não. Eles (CRM) armaram pra mim”, diz.

O Conselho Regional de Medicina informa que Marcelo Duarte se apresentava como médico e cobrava R$ 100,00 por cada consulta.

O exercício ilegal da medicina é crime previsto no Art. 282 do Código Penal com pena de detenção por seis meses a dois anos. Tal crime é caracterizado pela realização de atos médicos por quem não esteja devidamente habilitado para exercer a profissão médica.

Segundo o CRM, a administração do CAD, Centro de Apoio ao Diagnóstico, será chamada para prestar esclarecimentos sobre o fato do falso médico usar as dependências do órgão público para realizar consultas com cobrança de valores.

Procedimento administrativo será aberto, diz secretário de Saúde

O secretário Municipal de Saúde, Oteniel Almeida, informou que vai abrir um procedimento administrativo para apurar o caso.

Ao contrário do que diz o CRM, Oteniel afirma que Marcelo Duarte não atendia na unidade. O secretário diz que o denunciado é filho de uma servidora do posto de saúde e que usou, nesta segunda-feira, uma das salas para “fazer uma conversa com uma pessoa”. Para o CRM tratava-se de uma consulta.

“Esse rapaz é filho de uma servidora da unidade de saúde. Ele pediu a sala, para naquele dia, no caso ontem, pra fazer uma conversa com uma pessoa enquanto aguardava a mãe dele sair do plantão, e quando chegou o pessoal lá do CRM, segundo eles, ele estava fazendo antedimento. Só que não era dentro da unidade. Nós estamos abrindo um processo administrativo para apurar a responsabilidade. Ver se houve envolvimento de algum servidor público pra que ele pudesse utilizar a sala, e aí nós vamos nos pronunciar a partir da conclusão do processo administrativo. Mas ele a princípio não atendia na unidade, não. Foi um caso ontem. Ele estava lá aguardando a mãe dele que é servidora da unidade”, afirma Oteniel Almeida.