A maioria das vítimas são idosos, sendo 470 vítimas fatais, representando mais de 70% das mortes

Existe um consenso de que a pandemia da Covid-19 só irá terminar realmente com a chegada de uma vacina eficaz contra o vírus. No entanto, aos poucos, a situação no Acre vai melhorando, com a diminuição dos casos diários e das mortes provocadas pela doença.

O que jamais deve diminuir é a dor das centenas de famílias que perderam parentes vitimados pela Covid-19. Do dia do registro do primeiro óbito, em 6 de abril, até esta quinta-feira, 8 de outubro, o Acre contabiliza 669 mortes pela pandemia.

A doença já matou acreanos de todas as idades. A maioria é idoso, 470 vítimas fatais, o que representa mais de 70% das mortes. Mas, a pandemia também levou jovens a óbito. Foram 8 mortes de pessoas de 0 a até 19 anos.

A morte pela Covid-19 chegou a todos os municípios acreanos. Jordão e Marechal Thaumaturgo são os municípios onde os óbitos foram menores, com duas mortes em cada um. Rio Branco tem 419 mortes, concentrando um total de quase 63% das vítimas fatais da pandemia. Mas, há municípios menores, onde a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes assusta, como é o caso de Assis Brasil, com índice de 121,3, mais que o dobro da média nacional.

A Covid-19 também matou quem estava nos hospitais lutando contra ela. De acordo com números da Sesacre, foram 9 óbitos de profissionais da saúde até hoje.

Mais de mil profissionais entre auxiliares de enfermagem, médicos e enfermeiros contraíram a Covid-19. Os mais atingidos foram os técnicos ou auxiliares de enfermagem, 666 no total, seguido de 330 enfermeiros e 178 médicos.