Em julgamento polêmico realizado nesta segunda-feira, 4, e que provocou um acirrado debate entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri condenou o presidiário Raimundo da Silva Alventino por homicídio qualificado e furto duas vezes seguidas. A Juíza Luana Cláudia Campos fixou a pena total e definitiva do réu em 19 anos, 4 meses e 10 dias, além de 30 dias multa. Ele é acusado de ter espancado e degolado o professor José Augusto de Freitas, de 56 anos.
O crime, de acordo com o que foi apurado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ocorreu na noite do dia 17 de setembro de 2019. O professor José Augusto era homossexual e teria um caso amoroso com Raimundo Alventino, que recebia em troca pagamentos em dinheiro.
Na noite do crime, os dois estavam na casa da vítima quando o professor passou a ser espancado violentamente a socos e pontapés. Alventino pegou uma faca e degolou José Augusto, que morreu no local. Antes de sair do imóvel, o acusado pegou o celular da vítima. Cerca de 4h depois, já na madrugada do dia 18, com o cadáver ainda em cima da cama, ele retornou à casa e furtou uma motosserra e uma televisão do homem assassinado.
No julgamento de hoje, a defesa ainda tentou desqualificar o delito para homicídio simples, e não obteve sucesso, já que a acusação feita pelo Promotor Carlos Pescador insistiu pela condenação por homicídio qualificado por motivos torpes, seguida de dois furtos. Por unanimidade do Conselho de Sentença, votou pela condenação.