Depois que moradores do bairro Cidade Nova, em Rio Branco, acusaram a Prefeitura de calote ao encontrarem o CRAS fechado para distribuição de sacolões nesta terça-feira, a vice-prefeita e secretária de assistência social do município Marfisa Galvão desmentiu as afirmações dos moradores.
Segundo Marfisa, sacolões foram distribuídos ainda no domingo a famílias que estavam isoladas, impossibilitadas de sair de suas residências para receber ajuda. Outras famílias foram instruídas a fazer o cadastramento e aguardar as doações em casa. “Não sei se foi má intenção, mas alguma pessoa começou a espalhar para todo mundo que teria cadastramento para cesta básica, então veio gente da Cidade do Povo, Tancredo Neves, Triângulo, Comara. Não excluímos ninguém, as cestas que foram solicitadas ontem, entregamos. Deixei claro que seria feito outro mapeamento, triagem, e em seguida iríamos retornar ao bairro para entregar o benefício nas casas. Para as pessoas que estão impossibilitadas de estar em casa por conta do nível da água, as doações serão entregues quando a água baixar”, disse Marfisa Galvão.
Marfisa diz ainda que a entrega das cestas básicas é comprometida por pessoas que fazem múltiplos pedidos ao órgão, o que obriga a secretaria de assistência social a fazer uma triagem mais demorada da situação: “identificamos pessoas que moram numa mesma casa que solicitaram mais de 5 sacolões, sendo que só atendemos uma cesta básica por moradia. Algumas pessoas estão querendo enganar a gente, infelizmente tem muita gente esperta tentando ganhar em cima da situação, então temos que fazer uma triagem para evitar duplicidades. Outras pessoas não preenchem o endereço, então temos que ligar, procurar, isso tudo leva tempo. Isso é recurso federal, eu vou precisar prestar conta”, explicou.
“As pessoas têm que ter paciência. Infelizmente essa situação foi uma dos maiores problemas que a cidade já passou, a gente vai ter muito trabalho até concluir tudo isso. Não é da noite pro dia”, disse.
Ministério Público deve ser acionado
Ao ac24horas, Marfisa Galvão disse que irá apresentar a situação de multiplicidade em pedidos de sacolões ao Ministério Público. Ela compartilhou com a reportagem, recibos de sacolões assinados, com o nome do solicitante já pedindo o mesmo benefício no dia seguinte.
“As pessoas têm que ter a consciência de que se ela está recebendo mais do que deveria, alguém pode ficar sem receber. Estamos com todos esses pedidos múltiplos grampeados e são muitos. Vamos acionar o Ministério Público para saber como proceder. O MP precisa saber que algumas pessoas que não tem um pingo de compaixão, estão tentando cometer um crime”, disse Marfisa.