Cruzeiro do Sul, que sempre teve fartura de peixe de rio, nesta Semana Santa, conta em sua maioria, com pescado de açudes e tanques de psicultura. A situação é a mesma no Mercado do Peixe às margens do Rio Juruá e na III Feira do Peixe, promovida pela prefeitura de Cruzeiro ao lado do Mercado do Agricultor, região central da cidade.
O presidente da Associação de Vendedores do Mercado do Peixe, Francisco Valdeci, conta que no ano passado, foram vendidas 30 toneladas de peixe e este ano, são 20. ” Este ano a psicultura está salvando. O Rio Juruá só encheu agora. O Defeso acabou em 15 de março e este ano a Semana Santa caiu no início de abril, então não deu muito tempo de pescar. Além disso um barco com mais de 7 toneladas de pescado que vinha para Cruzeiro do Sul teve um naufrágio”, explica.
No Mercado há piau, matrinxã e tambaqui, além de outras espécies e o quilo do pescado alcança R$ 25.
Feira do Peixe
Na III Feira do Peixe, realizada ao lado do Mercado do Agricultor, das 12 toneladas que deverão ser comercializadas, 90 % são da psicultura. No local 30 pescadores e piscicultores comercializam o produto direto com o consumidor.
O preço do quilo do peixe de rio varia de R$ 10 a 17 e da piscicultura, de R$ 20 a R$ 23 .
A secretária Municipal de Agricultura de Cruzeiro do Sul, Aldeni Lima de Menezes, explica que o relato dos pescadores é regime de água baixo. “Mas há muito pescado já na Feira e está chegando mais. A expectativa de comercialização durante toda a feira é de 12 toneladas de peixe”, destaca ela, citando que no Mercado do Agricultor, a comercialização de hortaliças, legumes, frutas, segue normalmente no período da Feira do Peixe.
A costureira Maria Cidalia Souza, de 75 anos, diz que prefere peixe de rio mas vai levar também de açude para casa. Quer agradar ao paladar de todos.
“Eu e meus filhos só comemos de couro, de rio. Os netos gostam desse de açude, de escama que antigamente era ruim e tinha gosto de barro. Mas agora está quase tudo igual e vou levar dos dois, vou Fmfazer caldeirada e fritar e todo mundo fica satisfeito. O importante é manter a tradição e não comer carne vermelha nem quinta-feira nem sexta-feira da Paixão”, relata ela.