O programa Boa Conversa, transmitido pelo ac24horas nesta sexta-feira, 7, mostrou, além dos bastidores da política acreana, uma entrevista com o representante do Comitê Nacional de Pessoas em Situação de Rua, José Janes Peteca, que reclamou da falta de políticas públicas para as pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Ao revelar detalhes de um diagnóstico produzido há dois anos direcionado aos órgãos responsáveis do estado, Peteca contou que os Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e outras drogas (CAPS) em Rio Branco só há vagas para 10 pessoas. “Muito pouco. Isso tem que vir recursos federais. A gente fez um evento onde atendemos mais de 200 pessoas em situação de rua”, comentou.

Janes destacou ainda que em algumas cidades a situação é menor, por exemplo, em Goiânia e Curitiba – nas cidades há cartazes proibindo a entrega de esmolas. Além disso, o representante disse que no diagnóstico existem quatro tipos de moradores de rua: pessoas sem moradia, cerca de 200 pessoas que não usam drogas, os alcoólatras, cerca de 70 a 80 pessoas, os dependentes do Crack, cerca de 150 a 200 pessoas e o último grupo que são os deficientes mentais. “Essas pessoas precisam de tratamento, políticas de Estado”.
Em reunião com representantes do governo federal, Peteca disse que serão enviados recursos para o Acre. “Vamos fiscalizar”, explicou.
Só falar sobre sua história, Janes, emocionado, contou que foi morador de rua, aos 13 anos começou a ler, usando apenas uma hora por dia. “Estou feliz por voltar às ruas, não como morador, mas para ajudar as pessoas. Eu não cresci revoltado, eu comi comida do lixo, mas cresci com sede social e com a educação que tive da dona Tapajós e Marília, vamos está lutando por essas pessoas excluídas da sociedade”, encerrou.
ASSISTA AO VÍDEO: